ARTIGO | Que JMV eu estou construindo hoje?

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“Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milênio!” – São João Paulo II

 

A JMV é uma instituição feita de pessoas. E são as intenções e o trabalho dessas pessoas que dizem o que é a JMV hoje.

Não adianta esperar do conselho Internacional, nacional, provincial, regional ou local algo novo ou algum avanço na mudança de estruturas. Isso parte de cada um que compõe esta Associação. É preciso viver uma JMV que transforme a vida do outro tomando a prática do evangelho em nossos grupos, assim, teremos uma nova JMV para o século de hoje, reinventada.

Estaremos sempre atrasados e perdendo jovens para o mundo, se não nos inserirmos neste mundo com eles para apresentar o Cristo. E a prática do evangelho não é só ler o evangelho nos encontros, é pratica-lo na missão, fazendo o jovem compreender o que Jesus queria dizer sobre “amai-vos uns aos outros”, sobre como eu posso ser útil na vida dos Pobres e como eu posso transformar esse mundo. Sim, podemos mudar o mundo. Sabia disso?

É preciso estarmos abertos para compreender a passagem biblica que impulsionou Vicente de Paulo “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me […]” (Mt 25, 35). Assumir o carisma vicentino e a espiritualidade mariana na prática, torna-se assumir um estilo de vida. Então, se nós que fazemos parte da JMV assumimos isso na nossa vida, na consagração, na admissão, porquê não temos a JMV como uma das prioridades na nossa vida?

É preciso parar de viver no achismo, limitando-se apenas em dizer por exemplo, “a JMV está atrasada, poderia ser assim e não assada”. Ao invés de apenas dizer isso, porquê não fazemos algo para que isso mude? Precisamos refletir qual o papel de cada um de nós na JMV. Estamos aqui para quê? Qual nossa missão, afinal?

Qual o propósito de Catarina Labouré ter começado esta missão? Não adianta saber a história da JMV se não estamos dispostos a continua-la e a traze-la para nossa vida. A pedido de Maria, Catarina fez grandes mudanças no seu tempo e transformou a vida de muitos. E nós, estamos dando continuidade a essa missão?

É sensato refletir a caridade para o mundo de hoje, lembrando do pedido de Maria a Santa Catarina Labore. Seus filhos estavam sofrendo com os horrores daquele tempo e pediu a Catarina que se fizesse algo. E hoje? Se Maria nos pedisse que fizéssemos algo, o que faríamos? Qual seria a posição de Maria frente as injustiças que nos deparamos no dia-a-dia? Certamente não seria conivente com a pobreza, fome e violência contra esse povo.

É preciso assumir este SER – AMAR- CONSTRUIR. “Ser” alguém que leva o Cristo às pessoas. “Amar” o outro sem distinção, como Jesus me ama todos os dias. “Construir” por meio da caridade rumos diferentes para uma sociedade mais justa e que favoreça os Pobres e marginalizados.

Nós podemos limitar a vivência desse carisma na teoria, ele é pratica, é vivência, é mundo, é alimento para aprendermos com os Pobres o valor de tudo, inclusive, das pessoas.

Sejamos JMV na mente, no coração e principalmente nas nossas ações. Precisamos SER, AMAR e CONSTRUIR.


 

Catarina Érika

Província de Fortaleza

Vice-presidente Nacional